segunda-feira, 22 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

OS SUMÉRIOS E A

Roberto Ribeiro Paterlini

Introdução

Antigas lendas guardam a história dos sumérios, seu aparecimento na região mesopotâmica, o desenvolvimento de sua civilização e seu desaparecimento.

Lê-se que, em tempos idos, dos quais esta nossa civilização tem escassa memória, um grande grupo de homens e mulheres deixou a Atlântida, antecipando-se ao cataclisma que fez sucumbir o continente perdido. Este grupo empreendeu longa jornada, até atingir uma belíssima região, situada entre dois grandes rios, onde se estabeleceram.

Seus descendentes, chamados sumérios, fundaram inúmeras cidades, entre elas a célebre Ur, centro científico e espiritual. Seus sábios desenvolveram importantes conhecimentos. Eram exímios na Arte de Curar mediante o uso de ervas medicinais e pedras preciosas. Possuiam profundos conhecimentos astronômicos, e investigaram as propriedades dos números, tornando-se os maiores matemáticos dos tempos antigos. Seu sistema cosmogônico denotava alta sensibilidade no entendimento das relações entre as forças do universo. No Templo dos Quatro Guardiães, na cidade de Tizgar, o visitante podia ler a inscrição: As forças da Terra e o fogo do Sol unem-se, atuando em perfeita harmonia! Cumprem a lei do equilíbrio!

Os sumérios viveram pacificamente, até que uma sombra se estendeu sobre a região. Os sábios compreenderam que era tempo de partir. Desde então a capital da Suméria passou a se chamar Bab-I-Lu, e os povos daquela região passaram a se chamar babilônios.

O aparecimento de $\sqrt 2$
Uma das características mais relevantes da matemática suméria era o uso do sistema de numeração posicional. Isto possibilitava o cálculo do valor numérico de grandezas geométricas com uma precisão admirável para a época. Um exemplo notável pode ser visto em um tablete sumeriano da Yale Babylonian Collection, catalogado sob a sigla YBC7289.

Tablete sumério YBC7289, da Yale Babylonian Collection.

Nele vemos representado um quadrado, suas duas diagonais e três números:

a=30
b=1,24,51,10
c=42,25,35

escritos no sistema sexagesimal sumeriano. Nessa notação os algarismos do sistema sexagesimal são indicados por 0, 1, 2, ..., 9, 10, 11, 12, ...,59, e a vírgula separa as casas.

Desenho esquemático do tablete sumério YBC7289, mostrando um quadrado, suas duas diagonais, e três números sexagesimais, um sendo o valor do lado do quadrado, outro uma aproximação do valor de $\sqrt 2$, e o terceiro uma aproximação do valor de sua diagonal.

Calculando na base sexagesimal temos

portanto $c=a\cdot b$.

Por outro lado, interpretando na figura acima $c$ como o valor da diagonal do quadrado de lado $a$, temos, em virtude do Teorema de Pitágoras,

\begin{displaymath}c=a\sqrt{2}.\end{displaymath}

Assim, relacionando $c=a\cdot b$ e $c=a\sqrt{2}$, vemos que $b$ deve ser uma aproximação de $\sqrt 2$. Lembrando que os sumérios não tinham notação para separar a parte inteira da parte fracionária na representação escrita dos números, passamos a interpretar $a$, $b$ e $c$ como:

a=(0;30) 60
b=(1;24,51,10)60
c=(0;42,25,35)60
Vemos que

que é próximo de 2.

Resulta a aproximação

\begin{displaymath}\sqrt 2\approx (1;24,51,10)_{60}\end{displaymath}

No sistema decimal isso equivale a

\begin{displaymath}\sqrt 2\approx 1+{24\over 60}+{51\over60^2}+{10\over 60^3}\approx 1,414212963.\end{displaymath}

Comparando com $\sqrt 2\approx 1,414213562\pm 10^{-9}$ vemos que a aproximação calculada pelos sumérios tem erro $<10^{-6}$. Este foi sem dúvida um cálculo notável.
 

Referências
[1] Asger Aaboe, Episódios da História Antiga da Matemática, Sociedade Brasileira de Matemática, 1984.
[2] Roselis Von Sass, A Desconhecida Babilônia, São Paulo, Editora Ordem do Graal na Terra, 1988.

Referências na Internet
[1] Um mapa da Antiga Mesopotâmia pode ser obtido em The Nippur Expedition, do Instituto Oriental da Universidade de Chicago.
[2] Uma introdução à Matemática Mesopotâmica pode ser encontrada na página do MacTutor's History of Mathematics Archive em Babylonian Mathematics.
[3] Confira as páginas de História da Matemática de David Joyce Babylonian e Plimpton 322.
[4] O projeto Uruk apresenta detalhes de tabletas e traduções.

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Apresentado para publicação em dd/mm/aaaa. Parcialmente utilizado o sistema Latex2html. Confira General License Agreement and Lack of Warranty sobre condições de uso.
Publicado em 11/03/2004. Atualizado em 11/03/2004.

Fonte: http://www.dm.ufscar.br/hp/hp527/hp527002/hp527002.html em 17/08/11 às 4:49

Fonte:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

http://www.cnrs.fr/inshs/
Pesquisas da CNRS

Outra entrevista...

http://www.controversia.com.br/index.php?act=textos&id=2296
em 11/08/2011 às 14h 59 min.
27/03/2003

Bagdá: um símbolo da história corre risco

MARCELO REDE
especial para a Folha Online

O assombroso espetáculo de explosões visto desde o início da segunda guerra do Iraque teria um impacto imenso mesmo que as bombas estivessem caindo sobre uma cidade desconhecida e sem passado.

Mas não é o caso. O ataque tem um significado maior porque o alvo principal é Bagdá. A importância da capital na história do islamismo e a simbologia de sua imagem _tanto no Oriente como no Ocidente_ fazem com que a destruição em curso seja ainda mais perversa.

Não se sabe exatamente quando Bagdá surgiu. Em 762, o califa Al-Mansur a elegeu para ser a sede do califado abássida. A escolha do lugar foi bem refletida. Bagdá encontra-se no centro da bacia mesopotâmica, às margens do rio Tigre, mas no ponto em que o Eufrates está próximo, a não mais de 40 km. A cidade domina igualmente o entroncamento com o rio Diyala e não está muito longe do sopé dos montes Zagros. O acesso ao Irã a leste, às zonas pantanosas e ao golfo Pérsico ao sul, à Anatólia ao norte e ao deserto e ao Mediterrâneo a oeste é privilegiado.

Os dois séculos que se seguiram à fundação foram uma época de ouro. A cidade transformou-se em um dos mais poderosos centros políticos do mundo islâmico e era chamada de Madînat al-Salam, a "vila da salvação". Sua importância comercial a colocou entre os principais pólos econômicos da Terra.

Também como centro de saber, estudo religioso e ciência, ganhou fama. O mundo muçulmano encontrava-se em plena expansão, ocupando o norte da África e chegando até a península Ibérica. Bagdá firmou-se nessa constelação de cidades que desempenharam um papel fundamental na cultura islâmica de então, ao lado de Córdoba, Sevilha e Granada (na Espanha), Damasco e Alep (na Síria), Jerusalém (no território palestino) e Fustat, depois Cairo (no Egito). Foi durante esse período que uma parte dos contos das "Mil e Uma Noites" foi compilada. Os ulamas, sábios islâmicos, confluíam para o califado de Bagdá.

Além da religião, da literatura e do saber muçulmanos, boa parte da herança ocidental, em particular a grega, foi preservada e transmitida pelos sábios da cidade. Enquanto a Europa ocidental se enclausurava em uma vida rural, a evolução urbana nas cidades islâmicas foi acelerada: no fim do século 8, Bagdá já alcançava 6.000 hectares e contava talvez com mais de 1 milhão de habitantes. O tecido urbano se enriquecia com palácios, mesquitas, escolas (madrasas), mercados (suqs), casas de banhos e jardins. As relações mercantis com a Índia e a China se consolidavam e Bagdá passou a ser um elo fundamental da chamada "rota da seda".

Da arquitetura desse período de esplendor, quase nada restou. A trajetória da cidade foi desde cedo também uma história de invasões e destruição. Em 1258, os mongóis destruíram Bagdá. No século 16, os otomanos conquistaram a cidade, e a ocupação se prolongou por séculos. Com o desmoronamento do Império Otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial, a região se transformou em protetorado britânico em 1920, permanecendo nessa condição até a independência iraquiana em 1932.

A sucessão de conquistadores deixou suas marcas e contribuiu para esvaziar pouco a pouco a cidade de suas riquezas. Ainda assim, o patrimônio de Bagdá é inestimável, a começar pelo museu da cidade, principal acervo mundial sobre as civilizações mesopotâmicas. Junte a ele o mausoléu dos Imãs, a "mesquita dourada", o mausoléu de Shuravardi e a madrasa de Mustansiryya _essa, uma das mais importantes universidades do país, bombardeada nos primeiros dias da guerra.

Poucas cidades na história são tão carregadas de simbolismo cultural. No imaginário da humanidade, Bagdá ombreia com Jerusalém, Alexandria, Atenas ou Roma. No passado, outras cidades, muitas delas vizinhas, tiveram o mesmo papel, mas desapareceram sob o peso das guerras dos homens: Babilônia, Assur, Níneve, Persépolis. Infelizmente, o atual conflito, além de vidas humanas, talvez esteja riscando do mapa um símbolo.

Marcelo Rede é professor de história antiga da UFF (Universidade Federal Fluminense) e doutorando em assiriologia na Universidade de Paris-Sorbonne. Integra, como membro estrangeiro, o Laboratório de História e Arqueologia do Oriente Cuneiforme do CNRS de Nanterre

matéria antiga, mas achei de extrema importância...

19/03/2003

O patrimônio histórico iraquiano: uma vítima esquecida

MARCELO REDE
especial para a Folha Online

Nos debates sobre uma eventual guerra no Iraque, tem-se falado abundantemente das possíveis consequências econômicas globais de um ataque norte-americano, assim como das inevitáveis alterações na configuração de forças no Oriente Médio.

Tais preocupações econômicas e geopolíticas são, evidentemente, justificáveis. Uma outra esfera, no entanto, não tem recebido a devida atenção: o impacto de tais eventos sobre o patrimônio histórico iraquiano. Não se trata de pouca coisa. Se alguma vez a expressão "berço da civilização" teve sentido, foi justamente para designar o conjunto de sociedades que compuseram a antiga Mesopotâmia.

A região que corresponde hoje ao moderno Iraque viu, há alguns milênios, surgirem os primeiros esforços humanos para a domesticação dos animais e a realização da agricultura. Nas planícies banhadas pelos rios Eufrates e Tigre surgiram as primeiras cidades da história. E, ao que tudo indica, a primeira vez que o homem colocou uma língua por escrito se deu em Uruk, no sul mesopotâmico.

Assim, alguns fenômenos matriciais do que se convencionou chamar de "civilização" tiveram seus primeiros balbucios no antigo território iraquiano. Embora milenares, esses processos deixaram suas marcas na paisagem na forma de centenas de cidades, palácios, templos e quarteirões residenciais que hoje formam os "tells", as colinas que escondem abaixo de si os resíduos arqueológicos de uma experiência histórica singular. Some-se a isso os milhões de tabletes de argila em que os antigos sumérios, assírios e babilônios registraram em sua escrita cuneiforme desde simples contratos de compra e venda de terras e escravos, atos de casamento, herança, adoção, até os mais antigos textos literários da humanidade. Trata-se do maior conjunto de escritos antes da invenção da imprensa por Gutemberg e um número incalculável deles encontra-se ainda no subsolo iraquiano.

Os atentados contra esse patrimônio fazem parte da história da região. A situação de perigo não é nova. Grande parte dos objetos e textos conhecidos dos especialistas e do público provém de escavações clandestinas. No início do século 20, o sítio de Senkereh, a antiga cidade-reino de Larsa, foi de tal modo saqueado pelos beduínos que sua superfície parecia um campo de batalha. No início dos anos 30, uma intervenção da Aviação iraquiana foi necessária para abrir o terreno para arqueólogos profissionais. Os tabletes clandestinos foram parar no mercado de antiguidades antes de serem comprados por grandes museus europeus e norte-americanos.

Mesmo as expedições oficiais dos primeiros tempos da arqueologia pareceram-se mais com saques impiedosos. Monumentos inteiros foram removidos e enviados para algumas capitais ocidentais. A grandiosa porta de Ishtar da Babilônia encontra-se hoje em Berlin; os murais em pedra com relevos dos palácios assírios, em Londres; os touros alados de Khorsabad podem ser vistos no Louvre, em Paris, ao lado da famosa estela do código de Hamurabi.

Durante a época em que o Iraque fazia parte do Império Otomano, as autorizações de escavações eram dadas mediante o envio de uma parte do butim para os museus de Istambul e Ancara. Em 1932, com o país já independente, uma lei de proteção das antiguidades limitou a sangria: a partir de então, o resultado das escavações deveria ficar em território iraquiano.

A tumultuada história política recente da região, com seus conflitos étnicos e religiosos, guerras e golpes de Estado, também contribuiu para o agravamento do problema. A guerra Irã-Iraque (1980-1988) e a Guerra do Golfo (1990-1991) resultaram em destruição e paralisaram os cuidados de manutenção e a exploração científica por duas décadas.

No intervalo entre os dois conflitos, muitas missões estrangeiras retornaram ao país, mas os trabalhos não duraram. Nos últimos anos, arqueólogos e historiadores voltaram a campo. O Museu de Bagdá, que fora parcialmente esvaziado durante os intensos bombardeios da capital, estava sendo reestruturado, a duras penas devido à falta de recursos e pessoal qualificado. Os alemães voltaram a escavar Assur, uma das capitais do Império Assírio, cujo sítio está parcialmente ameaçado de inundação devido à construção da barragem de Makhul. Os franceses enviaram uma expedição a dois sítios na região do Sindjar, ao norte. Um grande colóquio internacional foi organizado no país para celebrar a invenção da escrita. O novo quadro de tensão ameaça interromper uma vez mais todos os esforços.

Quando se fala em destruição do patrimônio histórico, as atenções concentram-se normalmente sobre os estragos imediatos da guerra. Evidentemente, eles não são negligenciáveis. A poucos metros do sítio de Babilônia ergue-se um dos palácios de Saddam Hussein. Tais construções são suspeitas de acobertar laboratórios de pesquisa bélica, depósitos de armas e munição ou refúgios militares. Um ataque a tais alvos certamente causaria danos aos monumentos vizinhos.

No último conflito, arqueólogos forneceram aos militares um mapeamento dos sítios históricos a serem evitados, mas até mesmo a precisão de um bombardeio cirúrgico tem seus limites, como ficou demonstrado. O fato de os Estados Unidos não serem signatários da convenção da ONU de 1954 sobre a proteção do patrimônio histórico em situação de conflito armado faz crescer ainda mais os receios de uma ação catastrófica.

A situação toda é ainda agravada pelo fato de que boa parte do patrimônio cultural iraquiano é subterrâneo, formado por cerca de 10 mil sítios repertoriados. Numa região em que faltavam a pedra, a madeira e os metais, a antiguidade viu surgir uma verdadeira civilização da argila. Na antiga Mesopotâmia, nada existiu de comparável às sólidas pirâmides egípcias ou aos templos em mármore gregos ou romanos. O grosso dos resíduos é formado pelo acúmulo continuado de construções em tijolos de argila. Atualmente, esses verdadeiros depósitos de informações formam montículos na paisagem árida. No calor da batalha, nem sempre é fácil distinguir entre um inofensivo sítio arqueológico e um abrigo camuflado de bateria antiaérea.

No entanto, são os efeitos mais prolongados dessa situação de beligerância que, embora menos espetaculares, causam os danos mais consideráveis. Em primeiro lugar, o empobrecimento geral do país, em particular após o bloqueio comercial, diminuiu os já escassos recursos aplicados na preservação e administração do patrimônio cultural. Um único vigia é responsável pelo gigantesco sítio de Ur (a cidade de Abraão, segundo a Bíblia)!

O isolamento do Iraque tem efeitos igualmente perversos. Várias gerações de competentes arqueólogos iraquianos foram formadas no exterior, na Europa e também nos Estados Unidos, mas esse fluxo foi quase extinto depois da Guerra do Golfo. Por outro lado, as expedições dos países ocidentais, antes responsáveis pelos principais avanços no estudo da história da região, rarearam e correm risco de extinção. Sem sítios a escavar, as missões debandam para países vizinhos, em particular a Síria. E sem novos materiais de estudo, os interesses dos pesquisadores e das instituições também se orientam para outros horizontes.

Não é portanto apenas a guerra em si que causa preocupação. Mesmo que ela não venha, a situação já é suficientemente grave. Por exemplo, ao estabelecer as zonas de exclusão aérea ao norte do paralelo 36 e ao sul do paralelo 32, a ONU limitou drasticamente o poder de atuação das autoridades de Bagdá. O norte é uma zona predominantemente ocupada pelos curdos. O sul é controlado por grupos xiítas que se opõem ao regime de Saddam. Mas a ONU não se preocupou em estabelecer uma política consistente de proteção do patrimônio histórico nessas regiões. Os resultados são lamentáveis: nos últimos meses, o mercado de antiguidades viu uma verdadeira inundação de tabletes provenientes de Umma, antiga cidade suméria perto do golfo Pérsico e cujo sítio jamais fora escavado cientificamente. Certamente, as incursões clandestinas voltaram a todo vapor e, reservadamente, muitos já falam de conivência das autoridades, dada a dimensão do espólio.

A importância do patrimônio histórico iraquiano excede as fronteiras do país e de seu regime. Os objetos e textos que o compõem são fundamentais no esclarecimento de questões cruciais para o entendimento do passado de toda a humanidade. Um único exemplo bastará: hoje, sabe-se que o entendimento do texto bíblico só será plenamente possível com o avanço das pesquisas sobre a história mesopotâmica. Se a relevância desse argumento for reconhecida, teremos um motivo a mais para clamar pela paz no Oriente Médio.

Marcelo Rede é professor de história antiga da UFF (Universidade Federal Fluminense) e doutorando em assiriologia na Universidade de Paris-Sorbonne. Integra, como membro estrangeiro, o Laboratório de História e Arqueologia do Oriente Cuneiforme do CNRS de Nanterre

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/protagoras/links/civil_escrita.htm
http://royalsociety.org/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

site de venda de livros...

Vou fazer mais um pouco de comercial agora, mas não apenas de um livro que quero ler, ou já li, ou estou lendo ou de algum site com algum conteúdo (ou ou ou) e sim, de uma página que recebi de uma pessoa muito querida que "ativou" meu lado consumista. O site é http://www.bookdepository.com/ Tinha recebido esta página a algum tempo, não cheguei a verificar se eles ainda estão com frete free, mas simpatizei com alguns títulos...pra variar.
Abraços,
Renata

Dicionário de língua morta há 2 mil anos é completado após 90 anos



Dicionário de língua morta há 2 mil anos é completado após 90 anos

Em 21 volumes, obra compila significados da língua assíria, falada na Mesopotâmia antiga.
Da BBC
imprimir
Três dos 21 volumes do dicionário de assírio, que
foi completado após 90 anos. (Foto: Jason Smith)
Após nove décadas de pesquisas, o dicionário de uma língua que deixou de ser falada há quase 2 mil anos foi finalmente completado, com o lançamento
de seu último volume. O dicionário de assírio - ao lado do babilônico, um dos dois dialetos da língua acádia, falada na Mesopotâmia antiga - tem 21
volumes e é enciclopédico em seu alcance.
Volumes inteiros são dedicados a uma única letra, e a obra traz referências extensivas a fontes originais da língua.
"Este é um momento heroico e significativo na história", declarou Irving Finkel, do departamento de Oriente Médio do Museu Britânico e que nos anos
1970 participou por três anos do projeto The Chicago Assyrian Dictionary.
O projeto, lançado pelo Instituto Oriental da Universidade de Chicago em 1921, envolveu quase uma centena de pesquisadores que catalogaram registros
e referências num trabalho que gerou mais de dois milhões cartões de indexação de registros.
Para o professor Matthew W. Stolper, do Instituto Oriental, o trabalho de pesquisa para o dicionário era "muitas vezes tedioso", mas ao mesmo tempo
"fascinante e recompensador".
"É como olhar por uma janela um momento de milhares de anos no passado", disse ele.
saiba mais
África teria sido berço de toda linguagem humana
Língua falada por apenas 1.000 pessoas é descoberta na Índia
Programa de computador decifra idioma que desafiava especialistas
Tábuas de argila e pedra
O dicionário foi compilado por meio do estudo de textos escritos em tábuas de argila e pedra descobertas na área da antiga Mesopotâmia, entre os rios
Tigre e Eufrates, na região onde hoje está o Iraque e partes da Síria e da Turquia.
Os textos analisados, com assuntos que incluem documentos científicos, médicos e legais, cartas de amor, literatura e mensagens aos deuses,
compreendem um período de 2.500 anos.
'É uma coisa milagrosa. Podemos agora ler as palavras de poetas, filósofos, mágicos e astrônomos como se eles estivessem nos escrevendo em inglês',
afirma Finkel.
"Quando começaram a escavar no Iraque em 1850, encontraram muitas inscrições no solo e em paredes dos palácios, mas ninguém podia entender uma
palavra daquilo, porque a língua estava extinta", observa.
Para a editora do dicionário, Martha Roth, o mais impressionante no estudo não foram as diferenças, mas as semelhanças entre aquela época e hoje.
"Em vez de encontrar um mundo estranho, encontramos um mundo muito familiar", diz ela, sobre os textos de pessoas preocupadas com suas relações
pessoais, com amor, emoções, poder e questões práticas como irrigação e uso da terra.Avanço da civilização
Gregos, romanos e egípcios são muito mais proeminentes tanto na consciência popular quanto nos currículos acadêmicos hoje em dia.
Mas no século 19, era a Mesopotâmia que fascinava os estudiosos - em parte porque os pesquisadores tentavam descobrir provas para algumas das
histórias da Bíblia, mas também por causa do avanço daquela civilização.
"Muito da história de como as pessoas deixaram de ser apenas humanos para ser civilizados aconteceu na Mesopotâmia", diz Stolper.
Vários grandes avanços teriam tido lá sua origem e a Mesopotâmia é apontada como um dos três ou quatro lugares no mundo onde a escrita apareceu.
Segundo Finkel, a escrita cuneiforme, usada tanto no dialeto assírio quanto no babilônico, foi usada pela primeira vez pela língua suméria e teria sido uma
inspiração para os hieróglifos egípcios.
Obra em andamento
Apesar da grandiosidade do projeto, os pesquisadores envolvidos no dicionário fazem questão de enfatizar suas limitações.
Eles ainda desconhecem o significado de muitas palavras e dizem que a publicação permanecerá como uma obra em andamento conforme novas
descobertas forem sendo feitas.
O dicionário inteiro foi colocado à venda por US$ 1.995 (cerca de R$ 3.175), mas também foi disponibilizado de graça em uma versão online.

Não sei se esse livro é bom, dei uma olhada por cima, catando outro autor que gostei bastante...de qualquer forma, segue o link:

Civilizations of ancient Iraq

Por Benjamin Read Foster,Karen Polinger Foster

The ancient Mesopotamian city

The ancient Mesopotamian city - Marc Van de Mieroop
Este livro está na integra no google.

domingo, 7 de agosto de 2011

Asociación Argentina de Retórica (AAR)

http://www.aaretorica.org/

Sites...quase mesma postagem publicada no blogosocialista

http://www.mesopotamia.co.uk/
Site do Museu Britânico
Bem didático da informações bem gerais sobre os períodos da história dos principais povos da Mesopotâmia, conta com joguinhos também para as crianças.

http://mesopotamia.lib.uchicago.edu/
Site do Museu do instituto oriental Mesopotâmico juntamente com a universidade de Chicago disponibiliza muito mais muito material sobre a sociedade mesopotâmica. O site está basicamente dividido em 4 subpartes: Vida na Mesopotâmia, Interativos, Coleção da Universidade de Chicago e Museu do instituto oriental Mesopotâmico, assim como uma seção de materiais para professores e cursos online.

http://www.nyu.edu/isaw/
Site do Instituto de estudos do mundo antigo criador do sistema ABZU/ETANA, que também é desenvolvido pela Universidade de Chicago.


http://mesopotamia.mrdonn.org/
Ancient Mesopotamia for Kids
O nome do site já diz tudo!!!

http://www.archatlas.org/Home.php
fundado pelo Professor de Arqueologia Andrew Sherratt, da Universidade de Oxford e posteriormente assumido por Sheffield, Reino Unido, utiliza a mais alta tecnologia de mapeamento como as do Google Earth e da NASA para mostrar os processos de surgimento da agricultura e urbanização de diversos lugares do mundo.

http://csanet.org/index.html
Site do Centro para o Estudo da Arquitetura e da Arqueologia está localizado em Bryn Mawr, Pensilvânia, USA.

http://www.jhu.edu/digitalhammurabi/

Esse eu descobri esse hoje...me apaixonei!!!
Mostra modelos tridimensionais de tabuinhas cuneiformes e diversas maneiras de apresentação para usos de pesquisas e didáticos.

Explorador:
mailto:Explorator-subscribe@yahoogroups.com
Basta mandar uma mensagem em branco para esta lista de discussão do yahoo para receber diversas informações via e-mail (ou com a visualização no site, ou resumos diários, hehehe) sobre a arqueologia e a história do Oriente Médio.

http://oi.uchicago.edu/OI/IRAQ/iraq.html
Tesouros Perdidos do Iraque
mostra alguns materiais perdidos com o saque do Museu de Bagdá em abril de 2003.

http://archnet.asu.edu/regions/neareast/NearEast.php
Site de arqueologia da Universidade do Arizona disponibiliza diversos sites para pesquisa.

http://oi.uchicago.edu/OI/IRAQ/sites/sitesintro.htm
Site de fotos feitas dos sítios arqueologicos situados no Iraque

http://iwa.univie.ac.at/

Esse site é uma coletânia de publicações à respeito da invação anglo-americana feita no Iraque em 2003 e suas consequencias para a herença arqueologica e histórica da região.

http://users.ox.ac.uk/~wolf0126/

Praticamente a mesma proposta do site anterior

Vídeos do Oriental Instituto de Chicago

vale apena conferir!
http://www.youtube.com/user/JamesHenryBreasted

Sonho...

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=2853748&sid=896165231133317095266018&k5=EA7CA1E&uid=

HISTORICAL DICTIONARY OF MESOPOTAMIA

Formato: Livro

Autor: LEICK, GWENDOLYN

Editora: ROWMAN & LITTLEFIELD

Assunto: HISTÓRIA GERAL

Sociedades do antigo oriente próximo (Trechos)

Sociedades do antigo oriente próximo

"Decreto do rei": por uma nova interpretação da ingerência do palácio na economia babilônica antiga por Marcelo Rede

http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S0034-83092006000200015&script=sci_arttext

Sites de Faculdades e Universidades e etc(s) daqui...

http://www.ufrgs.br/antiga/





quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Livros para comprar/alugar...

Olá a todos...os exemplares que aqui seguem eu não encontrei visualização parcial ou integral via google, mas valem apena...

www.targumim.com.br
TítuloHISTORIA DAS CRENÇAS E DAS IDEIAS RELIGIOSAS, V.1: DA IDADE DA PEDRA AOS MISTERIOS DE ELEUSIS
História das crenças e das ideias religiosas, Mircea EliadeAutoresMIRCEA ELIADE, ROBERTO LACERDA
EditoraJORGE ZAHAR, 2010
ISBN8537801127, 9788537801123
Num. págs.440 páginas

Partes de livros com artigos bons!

Sites

Agradecimentos à Katia Pozzer e Simone Silva. Segue os mesmos:

Etana




Aviso

Não serão disponibilizadas obras na integra em virtude dos direitos autoriais do(s) autor(es), assim como, não haverá traduções de artigos por aqui postados.

Apresentação

Sejam Bem Vindos!

Este espaço é destinado para a disponibilização de fontes virtuais, assim como a troca de materiais referentes aos estudos de recepção em história antiga do oriente e do ocidente. Em virtude da preferência da blogueira em questão, assuntos recorrentes aos povos da antiga Mesopotâmia também serão disponibilizados.
Gostaria de deixar claro que ambos assuntos são diferentes, apesar de que, em certa forma, são complementares. Portanto esse blog tem como objetivo explorar os assuntos da historiografia antiga em suas relações de recepção entre as ditas "histórias do oriente" e a "histórias do ocidente", deixando claro que, na realidade estes separatismos não existem, mas surgem como uma via dos franceses modernos para a separação temporal histórica. O que deve ser evitado para compreendermos a História como ela realmente é, um uno.
Os "posts" destinados para o estudo dos povos da Mesopotâmia no blog, surgem a partir da perspectiva da escassez de material no Brasil e sua dificuldade para acessá-los, seja pelo primeiro motivo citado ou simplesmente pela "disparidade" na distribuição das fontes, o que de fato, acontece com qualquer pesquisa. O objetivo de colocar a Mesopotâmia no blog é igualmente o de disponibilizar fontes (virtuais).
Para finalizar, gostaria de agradecer a todos que tem me auxiliado, sejam professores, auxiliares, ou alunos das mais diferentes instituições. Espero que este espaço seja útil à todos que, assim como eu, estão recém começando a estudar sobre o(s) tema(s) aqui abordado(s).

Atenciosamente,
Renata Dariva Costa
e-mail: renatadariva@yahoo.com.br